biografia

Clara-Sverner-pianista
Clara Sverner, pianista

Intérprete de talento reconhecido por público e crítica do Brasil e do exterior, Clara Sverner teve sólida formação que se iniciou em São Paulo com o professor José Kliass. Aperfeiçoou-se mais tarde nos centros musicais mais avançados, como o Conservatório de Genebra, onde recebeu uma medalha de ouro. e o Mannes College of Music, de Nova Iorque. Premiada no Concurso Internacional Wilhelm Backhaus, ainda adolescente iniciou a vitoriosa carreira que a tornou uma das mais prestigiadas virtuoses brasileiras.

Apresentou-se em recitais e concertos por todos os quadrantes do Brasil e em turnês para platéias da Europa, dos Estados Unidos, do Japão e de Israel. Em seus programas exibe um repertório que escolhe meticulosamente e onde inclui desde antigos virginalistas ingleses do século XVI até os principais representantes do século XX. Privilegiando, antes de tudo, a qualidade estética, o arrojo da invenção e a carga expressiva das músicas que executa, Clara Sverner é uma artista inquieta que não se cansa de se aperfeiçoar, pesquisar e ousar. No domínio da música clássica brasileira, principal responsável pela redescoberta da obras de Glauco Velásquez. Pioneira, também, na revalorização da produção pianística de Chiquinha Gonzaga, a quem dedicou várias gravações. Responsável pela primeira gravação do disco no Brasil com obras de Anton Webern, Alban Berg, Eric Satie e Maurice Ravel, em 1974.

Na sua fecunda parceria com o saxofonista Paulo Moura, aboliu fronteiras, abriu-se para outros universos sonoros, explorando um repertório que abrangia desde os clássicos da nossa música popular, como Pixinguinha, até obras especialmente compostas para o duo por Almeida Prado, Gilberto Mendes e Ronaldo Miranda. Com Paulo, gravou quatro discos, sendo que o disco “Vou Vivendo” ganhou o prêmio Villa-Lobos, em 1986. Sua parceria com João Carlos de Assis Brasil foi muito expressiva e resultou em dois discos, sendo um com obras de Joplin e Satie, considerado pela crítica um dos melhores do ano. A discografia de Clara Sverner, que reflete sua estética apurada e seu espírito de vanguarda, consiste em mais de 25 títulos, distribuídos internacionalmente. Festejada pelo público e crítica é a “Íntegra das Sonatas de Mozart”, em 2009.

O primeiro volume de “Mozart Por Clara Sverner” foi finalista do Prêmio TIM. O Vol. 2 ganhou o Prêmio TIM de melhor disco erudito. O Vol. 3 indicado ao Grammy Latino. Em 2008 participa no disco solo “Nós” de Marcelo Camelo, nas músicas “Passeando” e “Saudade”.

Em junho de 2009 no Oi Futuro apresenta-se com seu filho Muti Randolph, em um projeto inovador onde imagens são geradas a partir do piano e, em 2012, no Sónar, um dos mais prestigiados festivais do mundo em música eletrônica de vanguarda. Em 2011 o disco “Chopin por Clara Sverner” foi indicado ao Grammy Latino, na categoria de melhor disco erudito.
Em 2012, lançamento do CD “Debussy e Ravel por Clara Sverner”. Gravado em Londres, distribuído pela Azul Music.


Summary bibliography

Restless and original interpreter, always in search of new directions, Clara Sverner has built, throughout her artistic career, an expressive discography, which includes the most various genres and authors.

From the Sonata for piano, by Alban Berg, to Abre-Alas, by Chiquinha Gonzaga, she has been through important yet diverse musical universes, recording especially 19th and 20th century composers. The Brazilian musicology owes her for the rescue (in musical documentation) of the work of Glauco Velasquez, as well as the revival of Chiquinha, back in the age of long-plays, well before TV broadcasted to the grand public the image of the great composer from Rio de Janeiro.

With Paulo Moura and João Carlos Assis Brasil, Clara performed live and also in studios, building a significant phonographic register of these partnerships, in the 80s and 90s. As usual, the eclectic style was present in the chosen repertoire, from Scott Joplin to George Gershwin, from Ernesto Nazareth to Heitor Villa-Lobos. Intensifying her career as a solo artist, this relentless pianist began in 2003 a brave and daring project: the recording of the complete series of Sonatas for piano by Wolfgang Amadeus Mozart. When initiating the project, Clara justified in a personal statement the choice of this precious repertoire: “I dwelled into Mozart during the last four years, studied the sonatas in detail, crafted my playing, and I believe that I have reached a very personal interpretation.”

Her testimony represents the pure reality. The first three CDs demonstrate in generous doses the Mozartian potential of the pianist, impregnated with lively colors and well defined contours, without ever losing sight of balance, style and sense of measure. They exhibit lapidary interpretations of emblematic works of classical literature for piano. Such qualities were widely acknowledged by public and critics: her second CD dedicated to Mozart’s Sonatas received the Tim award of Best Classical Music CD.

We have now reached the 4th CD of the series, in which Clara Sverner once again approaches with confidence and originality this fascinating musical universe.

Ronaldo Miranda
Translated by Renata Mindlin